Arquivos para a Categoria ‘Textos/Crônicas’

Manual Prático de Bons Modos em Livrarias

Fevereiro 9, 2012

A livreira Hillé Puonto (lê-se ilé) tem um blog GENIAL:

Uma coleção de “causos” bizarros que acontecem em livrarias, garante horas de diversão e muita compaixão para os queridos livreiros que tem que atender os pedidos mais estranhos e os clientes mais idiotas. Cliquem na imagem e acessem!

O Grande Livro de Microcontos

Dezembro 24, 2009

Aproveitando o Natal, temos um presente para todos – o Grande Livro de Microcontos!

Obra do mestre e amigo Vince Vader, o livro virtual é uma coletânea dos Microcontos em 140 caracteres que ele tanto gosta de fazer em seu Twitter, @vincevader. Boa leitura!

1984 versus Admirável Mundo Novo III

Agosto 3, 2009

Escrevendo mais um pouco mais do mesmo. Já que o Rodrigo e o Pedro escreveram sobre isso a um tempo atrás (parafraseando as primeiras linhas do Pedro). Tento escrever um pouco do que achei, ou melhor, do que eu pouco lembro que achei.

Acho também que falam sobre uma mesma coisa, de sociedades extremas, mas não distópicas. Porque as pessoas dos mundos criados por Huxley e Orwell encontraram uma forma de viver em que os valores desejados são tão grandes quanto os valores oferecidos. São sociedades que sustentam uma felicidade baseada em ignorância (e como é possível ser feliz sabendo que existe uma forma de ainda mais feliz?). Mas não só a ignorância, também existe a estabilidade (com o Pedro falou) e o conformismo. Não me lembro claramente, no Admirável Mundo Novo, cada casta era responsável por um nível de trabalho, mas a pessoa que limpava o lixo da outra não sentia vontade de estar no lugar da outra, essa pessoa simplesmente sabia o seu lugar e por isso não criava desejos de obter valores além do seu alcance.

Admirável Mundo Novo – O que ele fala, que eu acho mais importante, é que a desigualdade social controlada é extremamente necessária para que haja uma sociedade perfeita em que todos são iguais. Iguais não pelo nível de bens ou direitos, mas sim pela proximidade de uma vida ideal. Isso porque uma sociedade precisa de vários tipos de atividades para funcionar, no entanto algumas são, em tese, melhores que outras.

1984 – Um ponto que me chamou muita atenção foi o da supressão de palavras. É impossível pensar em alguma coisa que não existe palavras para expressar ou imagens para imaginar (tenta aí). Cortando palavras, sentimentos começam a não fazer mais sentido. Quantas coisas nós sentimos e não sabemos o que é por não existir palavras como ódio, raiva, felicidade? A supressão de signos e valores, pra mim, é uma das grandes sacadas do livro, porque uma vez que você limita os sentimentos das pessoas, você passa a controlá-las de uma forma extremamente fundamental. Não existe outra coisa para pensar, então sejamos felizes!

1984 versus Admirável Mundo Novo II

Agosto 2, 2009

Escrevendo um pouco de mais do mesmo, já que o Rodrigo escreveu sobre isso há pouco tempo atrás. Acontece que achei meio tendencioso – como toda opinião deve ser. Escrevo este singelo texto com base nas impressões que tive com minha leitura dos dois livros, e com base no que já escrevi sobre eles.

Primeiramente, acho que o tema dos dois livros é o mesmo. Além da história ser situada num futuro distópico, como o Rodrigo explicou, os autores falam de controle e alienação, mas em cada um dos livros o foco pesa mais sobre um desses substantivos. Controle relaciona-se mais com 1984, na forma de repressão, supressão, castigo. Alienação está muito forte em Admirável Mundo Novo, e é, na verdade, uma consequência do controle, só que desta vez ele aparece muito mais veladamente. No livro de Huxley, o importante é a manutenção da estabilidade, para que as pessoas nunca possam percebê-lo, enquando no livro de Orwell o importante é a inconstância, a mudança, deixando as pessoas perdidas, sem pontos de referência.

Lendo os dois livros, fiquei com a impressão de que 1984 é mais pesado, mais sombrio (e a leitura me agradou mais), enquanto Admirável Mundo Novo é mais leve, justamente como é o mundo para os protagonistas da história, e por isso soa mais ingênuo. Mas as duas formas de manipulação apresentadas me soam extremamente eficientes e se manifestam em nosso mundo sob vários aspectos. Leia o que já escrevi sobre os livros: 1984 (1, 2 e 3) e Admirável Mundo Novo.

1984 versus Admirável Mundo Novo

Julho 26, 2009

Outro dia me perguntaram “Qual livro você acha melhor? 1984 ou Admirável Mundo Novo?”. Disse que eram diferentes, mas não tinha opinião formada. Se você não leu, basta saber que ambos tratam de maneiras diferentes de um futuro distópico (oposto de utópico), com sociedades controladas por governos manipuladores.

Dias depois, me veio a resposta, em forma dos seguintes quadrinhos.

Picture 1

Clique na imagem para ler (em inglês). Realmente, é algo para nos fazer pensar.

Quem sou eu?

Julho 16, 2009

[Um achado no meio dos documentos e pastas do meu pc... resolvi postar]

Eu sou bom. Eu sou mau. Sou e não sou ao mesmo tempo.

Sou viciado, drogado e largado no mundo. Sou nada. Sou tudo.

Sou gente igual a todo mundo. Sou um animal louco e sujo. Sou sempre. Sou nunca.

Se eu fosse eu, gostaria de ser mais eu todo dia. Diferente, porém igual.

Sou foda, sou forte. Sou fraco. Um total fracasso… Orgulho dos pais.

Um completo incapaz. Capaz de errar, eu não aprendo.

Eu sou uma marca, um negócio, uma coisa. Me uso e me vendo só pra comprar os outros.

Eu sou a vida. Eu dou a vida, eu dou a morte. Eu sou a morte. Sou tudo que restou. O resto do resto.

Um completo dislexo no mundo das letras. Um caminho incerto de pseudo certezas.

Eu sou eu, você e mais uma porrada de gente por aí.

Eu sou a voz e o silêncio, no silêncio do prazer. Não sou ninguém senão eu mesmo.

Sou milhares de personas ao mesmo tempo. Sou artista, amante e assassino. Assassino por natureza. Assassino da natureza.

Eu sou isso. Sou aquilo. Sou o que Deus quiser. Um tempero ímpar que dá o gosto final. Que fica na língua, que sempre tange o paladar.

Sou tudo isso e nada disso… Tudo depende da fase da Lua.

Gabriela Maltos

Literatura (Boa!) grátis! – Neil Gaiman

Julho 16, 2009

Vocês conhecem Neil Gaiman? Caso não conheçam, leitores, não sabem o que estão perdendo – com um estilo diferenciado, Gaiman ficou famoso no mundo dos quadrinhos com sua série Sandman, além de colaborações para muitas outras, como Hellblazer, geralmente trabalhando dentro do selo Vertigo, de quadrinhos mais “cabeça”. Fora dos quadrinhos, também tem fama pelos seus livros, que vão desde o infantil ao adulto. Recentemente, entrou em evidência quando seu livro Coraline virou animação em stop-motion (muito boa, aliás).

Gaiman também tem uma presença online decente, com seu twitter e website próprios. Recentemente (e depois de um pouco de enrolação, este é o ponto do post), lançou gratuitamente um conto em seu site.

Apesar do título parecer meio auto-ajuda, é um conto genial, mostrando o melhor do estilo de Gaiman – uma mistura pra lá de poética de humor, sobrenatural, espiritual, auto-conhecimento e poesia. Vale lembrar que, por enquanto, só em inglês mesmo.

Se você não quiser ler tudo, pode conferir a história numa versão em áudio, também gratuita, que pode ser encontrada AQUI.

Divirtam-se!

Celular – o retorno

Maio 26, 2009

Tenho o mesmo celular faz algum tempo. Esse aí embaixo. Gosto dele! Apesar de ouvir muita gente reclamar da Motorola, vou com a cara dela. O W510 nunca me deu problemas e tem sido meu companheiro inseparável, como são todos os meus celulares. Ele é bem bonitinho, o flip faz você achar que é uma estrela de Hollywood com agenda social ocupadíssima, tem essa corzinha cinza meio modernosa, bluetooth, tira fotos mais ou menos (bem mais ou menos). É claro, ele tem tempo, está riscadinho ali, arranhadinho aqui, mas nada que comprometesse muito. Porém, há mais ou menos dois meses, meu querido caiu em uma poça. MALDITA poça. Daquelas meio barrentas que São Paulo gera depois de uma chuva de meia tijela.

Motorola W510 (2007-2009)

Motorola W510 (2007-2009)

Não preciso nem dizer que ele nunca mais foi o mesmo. Nos primeiros dias nenhum sinal de alteração, para meu alívio. Mas era tudo um engodo. Na primeira fase da doença, os botões paravam de funcionar de repente. Acredite, é extremamente aflitivo ver quem está te ligando e não conseguir atender. Depois, os botões adquiriram vida própria e apertavam-se freneticamente, mudando todas as configurações e fazendo barulhinhos irritantes enquanto eu tentava dormir. Acordava, abria o celular e a tela dizia “444444444444444444444444444″. Ainda bem que não era 666, já pensamos nisso.

Bom, a qualidade do audio está se deteriorando gradativamente e eu não posso mais fechar o celular. É, um celular de flip que não flipa mais. Fica aberto no bolso, ligando para números aleatórios e me machucando sempre que eu dobro a perna e esqueço que ele está lá. ENFIM. O celuloso está nos seus últimos dias.

A boa notícia: tenho pontos. MUITOS pontos da Claro, fui acumulando e nunca usei nenhumzinho se quer. Portanto, queria dividir e honrar a história do meu quase-ex-fiel-confidente e fica a pergunta. Quem será o sucessor? Alguma dica? *música de suspense*

Continua…

E o resto?

Abril 28, 2009

Seria a morte o inicio da vida?
A morte é passagem
Há verdade no fim?
Se não há fim de verdade?

Não tenho medo de morrer
Só não quero estar lá
Quando for acontecer

A morte é um sonho
É um alivio dos males
Pra quem cansou de sofrer
Pra quem cansou de viver

Tolos, aqueles que matam a vida
Com medo da morte
Não terão sorte
Pois o destino é cruel

A morte nos mata
Da vida vivida.
Como seria,
Se não houvesse vida após a morte
E morte após a vida?

Gabriela Maltos

[Dedicado ao meu grande amigo, médico e mestre] – As pessoas vão, mas as lembranças ficam. Sempre.

Invisibil(ismo) Involuntário

Abril 1, 2009

Acho que estou desaparecendo.
Como se a fumaça
Fosse meu remendo.
Parece que do corpo
Eu me desprendo.

É como estar passado
No presente momento.
É como estar casado
Com um destino ciumento.

Acho que estou desaparecendo
Pois o que falo evapora
E o que fica demora.
Acho que estou desaparecendo
Pois o que falo ninguém escuta
Pois o que traço desestrutura.

Se por acaso eu aparecer
Farei o possível
Pra me encontrar.
É que diante de todo esse caos
Ainda não sei como me achar.
Eu acho…

Estou desaparecendo.

Gabriela Maltos


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